Em 1924, o filho de Richard Wagner, Siegfried, mandou fazer uma pequena bandeira e a colocou sobre a entrada do teatro de Bayreuth. Nela, estava escrito: “Hier gilt’s der Kunst!” Ou seja: “Aqui só vale a arte!”
A FLIP 2008 abriu com Roberto Schwarz transformando Dom Casmurro num romance de luta de classes. No dia seguinte, Elizabeth Roudinesco foi obrigada a responder por que havia usado Osama Bin Laden como exemplo de perversidade e não o “terrorismo de Estado”. Ontem foi a vez de Luis Fernando Veríssimo que, diante de um dos maiores dramaturgos contemporâneos, tentou levar o assunto da dramaturgia para a ideologia…
Talvez uma pequena bandeira pudesse tremular sobre a Tenda dos Autores: “Aqui só vale a arte!”
Julho 6, 2008 às 9:16 pm |
“de todas as coisas humanas, a única que tem o seu fim em si mesmo é a Arte” MACHADO DE ASSIS
uma das grandes notícias da FLIP 2008:
Conto perdido de Machado de Assis é recuperado
Pesquisador também resgata crônicas inéditas, algumas de política outras de economia
Não fosse Machado de Assis, por definição e ‘tradição’, o mestre do mistério, do enigma – tantas são as manifestações dessas ‘artes’, assim como do subterfúgio, da dissimulação, em sua obra ficcional e não-ficcional. Por isso, nada de excessivamente surpreendente, em se tratando de Machado, a existência durante os últimos 129 anos de um conto que, publicado originalmente em seis folhetins – isto é capítulos – a 30 de julho, 15 e 30 de agosto, 15 e 30 de setembro e 15 de outubro de 1879 na revista A Estação, tinha-se conhecimento de apenas três deles, os demais completamente desaparecidos e dados como “perdidos”, daí o conto jamais ser incluído em qualquer antologia,coletânea,seleta ou edição em volume, ignorado em todas as edições,volumes,ensaios,textos,teses,documentos em torno de Machado de Assis , e apenas referenciado por José Galante de Sousa, em sua monumental Bibliografia de Machado de Assis,de 1955 , e pelo pesquisador francês Jean-Michel Massa ,que publica seus únicos três capítulos até então conhecidos na obra Dispersos de Machado de Assis, de 1965 .
Não surpreendente em excesso, mas digno das maiores significância e relevância o fato – histórico – de resgate dessa peça faltante na formidável galeria contística de Machado. O conto em apreço intitula-se “Um para o outro” e sua recuperação se deu graças a um incansável trabalho de investigação – com todas as tintas, matizes e nuances “sherloqueanas”, diz o pesquisador –pesquisa,coleta e recolha levada a cabo ao longo de seis anos por parte de Mauro Rosso, professor e pesquisador de literatura brasileira , ensaísta e escritor, e organizador da edição Contos de Machado de Assis:relicários e raisonnés .(editora PUC-Rio e Edições Loyola).
Em tempo: Rosso conclui a preparação da antologia Machado de Assis e a política : crônicas , numa edição do Senado Federal a ser publicada meados do segundo semestre , e informa que nesse seara também encontrou textos inéditos de Machado, da mesma forma “exigindo, e tal ditame cumprido”, a construção de matrizes-raisonnés abrigando todos seus artigos na imprensa e em coletâneas, segundo os cinco eixos temáticos basilares das crônicas machadianas — matrizes que deverão ser integradas a outra obra especificamente .
mais detalhes em
http://pandorawiki.blogspot.com
Julho 7, 2008 às 1:55 am |
… and you right to? hahahahahahahahhaa