A mesa “Shakespeare, Utopia e Rock ‘n’ Roll”, com Tom Stoppard e Luis Fernando Veríssimo, teve pouco de Shakespeare, quase nada de utopia e menos ainda de rock ‘n’ roll. Mas foi uma aula de dramaturgia. Stoppard contou o diálogo de cinema que gostaria de ter escrito, elogiou uma cena de Indiana Jones, comentou sobre Chinatown e, como se diz em propaganda, muito, muito mais. Amanhã, vocês poderão ver os melhores momentos aqui.
Julho 6, 2008 às 11:27 am |
Conto perdido de Machado de Assis é recuperado
Pesquisador também resgata crônicas inéditas, algumas de política outras de economia
Não fosse Machado de Assis, por definição e ‘tradição’, o mestre do mistério, do enigma – tantas são as manifestações dessas ‘artes’, assim como do subterfúgio, da dissimulação, em sua obra ficcional e não-ficcional. Por isso, nada de excessivamente surpreendente, em se tratando de Machado, a existência durante os últimos 129 anos de um conto que, publicado originalmente em seis folhetins – isto é capítulos – a 30 de julho, 15 e 30 de agosto, 15 e 30 de setembro e 15 de outubro de 1879 na revista A Estação, tinha-se conhecimento de apenas três deles, os demais completamente desaparecidos e dados como “perdidos”, daí o conto jamais ser incluído em qualquer antologia,coletânea,seleta ou edição em volume, ignorado em todas as edições,volumes,ensaios,textos,teses,documentos em torno de Machado de Assis , e apenas referenciado por José Galante de Sousa, em sua monumental Bibliografia de Machado de Assis,de 1955 , e pelo pesquisador francês Jean-Michel Massa ,que publica seus únicos três capítulos até então conhecidos na obra Dispersos de Machado de Assis, de 1965 .
Não surpreendente em excesso, mas digno das maiores significância e relevância o fato – histórico – de resgate dessa peça faltante na formidável galeria contística de Machado. O conto em apreço intitula-se “Um para o outro” e sua recuperação se deu graças a um incansável trabalho de investigação – com todas as tintas, matizes e nuances “sherloqueanas”, diz o pesquisador –pesquisa,coleta e recolha levada a cabo ao longo de seis anos por parte de Mauro Rosso, professor e pesquisador de literatura brasileira , ensaísta e escritor, e organizador da edição Contos de Machado de Assis:relicários e raisonnés .(editora PUC-Rio e Edições Loyola)
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